terça-feira, 7 de julho de 2015

A Ocupação da Reitoria da UFSC e a luta pela assistência estudantil


Luiz Devegilli

Na noite de terça-feira, 30/06, cerca de 50 estudantes decidiram por ocupar a reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC, campus Trindade - Florianópolis, após reunião com a reitoria da universidade.  Estudantes reivindicavam o depósito do auxílio-alimentação que não havia sido efetivado. Com a greve dos funcionários técnico-administrativos em educação, TAE’s, da UFSC, foram paralisadas as atividades do Restaurante Universitário, RU. Devido a isso, a Reitoria se comprometeu a disponibilizar a quantia de R$ 7,50 por refeição (almoço e janta) para alunos que possuíssem isenção da taxa de R$ 1,50 nas refeições do RU. Porém, o depósito da segunda parcela não havia sido depositado e em reunião com estudantes, a Reitoria alegou que seria um problema de trâmites bancários, não apresentando uma previsão do depósito. Além disso, a Reitora e Pró-Reitores saíram pela porta dos fundos do prédio, dando por encerrada a discussão. O grupo de 50 estudantes que ficou sem uma resposta precisa da Reitoria optou pela ocupação do prédio da unidade como forma de pressionar a Reitoria pelas políticas de permanência.
Após uma série de mesas de negociação, a Reitoria enviou à ocupação uma proposta de negociação que foi aprovada pelos estudantes na noite de sexta-feira, 03 de julho. Na proposta, a Reitoria se compromete a, entre outros pontos, a garantia da alimentação dos estudantes, isenção do passe do RU, incluindo o período de férias; a exigência de 800 bolsas estudantis ao Ministério da Educação; abertura de dois novos Restaurantes Universitários no campus Trindade- Florianópolis ainda em 2015; ampliação da moradia estudantil com a compra de imóvel até outubro de 2015; maior transparência nas contas orçamentárias da universidade, com a realização de duas audiências, uma em julho e a outra em agosto de 2015.
O corte de verbas na educação pelo Plano de Ajuste Fiscal, que nacionalmente reduziu 9,4 bilhões de reais, mostra suas caras na UFSC. Já se sente as pontadas do corte de verbas, mas ainda se ameniza os efeitos deste. Porém, a partir do segundo semestre, a perspectiva é que se aprofunde o debate na universidade, visto que serão aplicadas novas medidas de contenção orçamentária, sendo que a Reitora anunciou publicamente a intenção de realizar uma reunião do CUn (Conselho Universitário) e uma audiência pública para discutir questões orçamentárias da UFSC.

O Movimento Estudantil deve formar uma pauta de reivindicações mínimas, que abranjam o maior número de estudantes, para que se fortaleça a luta contra os efeitos do corte de verbas, pela defesa e ampliação das políticas de assistência estudantil, e para cobrar as metas estabelecidas pela Reitoria. Os centros acadêmicos devem pressionar a Reitoria e o DCE (Diretório Central dos Estudantes) em defesa da educação pública, gratuita e para todos.

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