segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

REVOGAÇÃO IMEDIATA DAS 17 EXPULSÕES DOS ESTUDANTES DA UNESP ARARAQUARA!

Rafael Carneiro

A data é 29 de janeiro de 2015, quando é lançada a sentença final da REItoria da UNESP sobre o processo de ocupação da diretoria da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara ocorrida no dia 30 de maio de 2014; a decisão torna-se pública via Diário Oficial do Estado de São Paulo. Em conclusão da sindicância, os 17 estudantes que compunham a luta por maior democracia dentro da universidade foram “desligados” de suas respectivas matrículas, ou seja, na linguagem pomposa da aristocracia acadêmica querem dizer que foram EXPULSOS.



As reivindicações do movimento estudantil da UNESP Araraquara giravam em torno das seguintes pautas: permanência estudantil, expansão da moradia estudantil, contra a arbitrariedade da expulsão de estudantes da moradia, contra o corte de bolsas-auxílio, contra o regimento político dos 70-15-15 e por democracia e maior participação estudantil nas decisões que impactam na comunidade acadêmica.
E de qual forma os estudantes foram respondidos? Com repressão, e muita!
Sofreram o ato de reintegração de posse da polícia em plena madrugada, sob a truculência dos senhores fardados, além de terem sido fichados como criminosos na delegacia. Sofrem novamente com o ato da expulsão, o que nos faz recordar dos tempos da ditadura, momento histórico esse que infelizmente não está tão distante de nós e, a cada dia, demonstra que está cada vez mais perto de nós.
Quando o diálogo inexiste, a organização do movimento estudantil demandará outros caminhos: foi esse o caminho da ocupação da universidade. A necessidade de alcançar a via de um debate amplo se deu dessa forma e, sobretudo, carregou consigo discussões de pautas extremamente sensíveis como, por exemplo, o desmonte dos projetos de extensão, os quais têm contato direto com a comunidade local e a cidade, conjuntamente com a discussão acerca dos sintomas de um possível caminho perverso à privatização da universidade.
As punições ao Movimento estudantil da UNESP não representam uma exceção, mas uma regra quando se trata de punir aqueles que lutam. Centenas de militantes das ocupações de moradia, das fábricas ocupadas e dos diversos movimentos sociais em luta estão sendo processados ou já estão detidos por lutarem por melhores condições de vida. É por isso que a Esquerda Marxista impulsiona a aprovação do PL 7951/14: anistia aos lutadores sociais criminalizados! Este projeto, já apresentado na Câmara Federal, visa cancelar todos os processos, julgamento e demais ações contra aqueles que lutam por melhores condições de vida. Além disso, visa revogar as leis repressivas, como a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), dispositivo de lei da ditadura militar ressuscitado pelo governo Dilma para aumentar a repressão aos movimentos sociais.
Sabemos que uma instituição burguesa como os órgãos legislativos jamais aprovarão isso sem ampla mobilização de base, mas esperamos que esse projeto se torne um ponto de apoio dentro dessa instituição para impulsionar a luta contra a EXPULSÃO dos estudantes da UNESP e de todos os lutadores desse país que somente se dedicarem a construir um mundo melhor a todos.
A Juventude Marxista e a Campanha “Público Gratuito e para Todos: Transporte, Saúde e Educação! Abaixo a Repressão!” dão total apoio aos estudantes lutadores expulsos, sindicados, suspensos e reprimidos! Entendemos a necessidade de se construir uma universidade pública, gratuita e para todos e não podemos aceitar qualquer punição contra aqueles que lutam pela mesma! Construamos um movimento estudantil cada vez mais forte para responder a todos esses ataques!

REVOGAÇÃO IMEDIATA DAS EXPULSÕES AOS 17 ESTUDANTES DA UNESP!

REVOGAÇÃO IMEDIATA DAS 95 SUSPENSÕES AOS ESTUDANTES DA UNESP!

PELO FIM DAS PRISÕES E PROCESSOS AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DOS MOVIMENTOS SOCIAI, LIBERDADE A TODOS OS CONDENADOS POR LUTAREM POR DIREITOS!

REVOGAÇÃO IMEDIATA DAS LEIS REPRESSIVAS!

APROVAÇÃO IMEDIATA DO PL 7951/14!


ABAIXO A REPRESSÃO!

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