quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Repressão contra ME na Turquia

Pedro Bernardes Neto

         Em um contexto com tantas prisões de militantes no Brasil, no qual até Bakunin foi perseguido novamente no Rio de Janeiro, é importante entender que o fenômeno do aumentou brutal da repressão está relacionado à crise econômica mundial que explodiu em 2008, sendo essa uma tendência global de atuação da burguesia. Assim, a utilização da Policia aliada ao Poder Judiciário são os dois órgãos institucionais da Burguesia para combater a luta por direitos sociais da classe operária.




            De acordo com as páginas Istanbul Revolution e Revolution News, 38 estudantes da Universidade de Ege (Izmir/Turquia) que ocuparam uma parte do Departamento de Línguas Estrangeiras de sua instituição (em 22/05/2014) correm o risco de pegar 16 anos de cadeia. Eles protestavam por conta da morte de 301 mineiros em Soma e de Berkin Elvan, que foi morto pela polícia nos protestos do Gezi Park.A “Justiça” turca pede 6 anos de cadeia por  “impedir o funcionamento das atividades escolares”, 6 anos  “dano ao patrimônio público”, e 4 anos por “resistir à prisão”. Ou seja, nada mais do que já estamos acostumados no Brasil, só faltou chamá-los de terroristas, como fazem conosco aqui!
            Algumas acusações adicionais falavam em “propaganda para organizações ilegais” e “violação das leis de protesto”; Assim como no Brasil, eles querem controlar a forma como protestamos e, sempre quando possível, definir como e quem nos organizamos. Por si só, isso já caracterizaria uma tendência política fascista por parte do governo turco, por atacarem diretamente a estrutura organizacional dos movimentos operárias e sociais. Porém, essa é a última alternativa da burguesia, que só foi vitoriosa quando a classe operária foi pega de guarda baixa. 
            A luta contra a repressão é mundial e dever de todos os estudantes e trabalhadores. Porém, devemos fazer isso de modo organizado. Devemos manifestar todo apoio a todos que lutam por um mundo melhor! É como diz o manifesto da Campanha "Público, Gratuito e para Todos: Transporte, Saúde e Educação! Abaixo a repressão!": 

Não podemos aceitar que a juventude pobre e trabalhadora continue a ser aterrorizada e assassinada nas periferias de todo o país pela Polícia Militar. Também não podemos aceitar que todas as vezes que decidimos levantar a cabeça e erguer nossas vozes contra as injustiças, que decidimos protestar e nos manifestar, o Estado coloque todas as chamadas “forças de segurança” para nos reprimir. Tratam-nos como criminosos, chegando ao absurdo de nos acusar de “formação de quadrilha”, “vandalismo”, etc. Não! Não somos criminosos! Não aceitamos que continuem a criminalizar as lutas sociais! Exigimos liberdade de expressão e direito à livre manifestação! Exigimos que todos os manifestantes presos sejam soltos, que todos os processos contra manifestantes sejam retirados! Que todas as condenações sejam anuladas! Nenhum ativista preso, nenhum militante político criminalizado!
       
Muda-se o país, o continente, mas permanece Estado Burguês e sua ditadura de classe! Somente a revolução dos trabalhadores, a criação do Estado Operária e do Socialismo poderá trazer a verdadeira liberdade e fim de toda opressão!

            Fim dos processos contra militantes dos movimentos sociais!

            Liberdade imediata de todos os trabalhadores e estudantes presos!

            Pela dissolução da PM!

            Abaixo a repressão!
           
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