quinta-feira, 10 de julho de 2014

Manifestações em mais de 40 países contra nova barbárie de Israel na Faixa de Gaza

autor: Pedro Bernardes Neto

      Movimentos sociais em diversas cidades pelo mundo se manifestaram na última terça-feira, 8/7/2014, em ato unificado por justiça à palestina e punição aos crimes de Israel contra os novos bombardeios na faixa de gaza. Mais de 40 cidades mobilizaram a juventude por essa bandeira, dentre elas Washington DC, Los Angeles, Cleveland, Seattle, Dearborn, Brooklyn, Atlanta, San Francisco, Boston, Houston, Denver, New Orleans, Philadelphia, Londres, Galway, Paris, Bruxelas, Melbourne e Madrid (1).
Manifestação pela causa Palestina na Inglaterra (3)


Manifestação pela Palestina em Chicago - USA (1)


        Uma das maiores manifestações ocorreu em Chicago, com mais de 1000 estudantes e representantes no ato. Essa localidade conta com a presença da organização Estudantes por Justiça à Palestina (SJP – Students for Justice in Palestine), que facilitou a centralização da ação e ajudou a conseguir mais pessoas e organizações em apoio à causa. No ato, os discursos contaram com SJP’s de outras cidades, e movimentos como o dos Judeus por Justiça à Palestina e dos Muçulmanos Americanos em favor da Palestina (AMP – American Muslims for Palestine). O representante dessa última organização, disse:
Organizações Políticas se manifestam em Roma - Itália (3)

O Presidente Barack Obama condenou a morte de três Israelenses sequestrados, mas ele mesmo enviou um representante da Casa Branca e outros membros de sua administração para comentar o assassinato de Muhammed Abu Khdeir. Notem como nem Obama nem sua administração condenaram as 11 mortes dos  palestinas [que agora já passam de 70]. Por que? Porque eles estão comprometidos com as forces de manutenção do pagamento de tributos em dólares norte-americanos.” (1)

            O representante da Comunidade Palestina Norte-americano de Network (USPCN - US Palestinian Community Network) foi direto ao ponto:

Não importa quantas concessões as autoridades Palestinas façam, Israel continua a destruir a sociedade Palestina e a reprimir nossas legítimas aspirações políticas” (1)
           
Discurso de manifestante em ato na França

            Como a Esquerda Marxista defendeu no Fórum Social Mundial Palestina Livre de 2012, realizado em Porto Alegre - RS:

Para os marxistas, é impossível aceitar a existência de um Estado baseado na religião e na “raça”, como Israel. A cúpula sionista, mantida financeira e politicamente pelo imperialismo dos EUA, joga com o sofrimento dos judeus para manter a região em estado de semicaos, expulsando, matando palestinos, tomando suas casas e terras, a serviço da política imperialista e de seus próprios interesses de click burguesa local.
A revolução socialista em toda a Palestina e no Oriente Médio é a única maneira de cessar o sofrimento deste povo. Assim como a única solução para que os próprios judeus oprimidos e explorados de Israel possam salvar-se da verdadeira catástrofe que as cúpulas sionistas e o imperialismo lhes reservam. Isso porque, em determinados momentos estas cúpulas, racistas e sanguinárias, não hesitarão em massacrar ou deixar massacrem os próprios judeus, se isto for do interesse de sua classe e do imperialismo.” (2)
Manifestação em Belo Horizonte - MG (3)

            Essa análise critica centralmente a política dos dois Estados aprovada de modo manobrado no Fórum Social Mundial Palestina Livre. Além disso, aponta exatamente o que aconteceu desde então e que agora é mais evidente: não há saída para o povo palestino senão uma Revolução Socialista na Palestina e no Oriente Médio como diz nosso texto. Do contrário, os massacres continuarão a ser cometidos.
           
Manifestação de apoio à Palestina em Marrocos (3)
Mesmo sendo manifestações tímidas ainda, são ações internacionais de solidariedade e que devem ser estimuladas! Porém devemos sempre colocar que, para que essas venham a ter um efeito, devem atacar o cerne da questão: a bandeira de luta pelo socialismo, enquanto saída real para o povo palestino.
            Em Chicago os discursos conscientizaram os presentes de que o Governo Norte-americano joga no lixo a sua própria "democracia" quando se trata de defender os interesses da burguesia. Porém, é necessário avançar e entender que enquanto existir capitalismo isso sempre ocorrerá e que somente a organização a classe trabalhadora em nível internacional poderá barrar as guerras e genocídios promovidos pelos capitalistas que lucram com o sangue dos trabalhadores. Assim, nessa situação, o papel dos Marxistas é adentrar essas manifestações de frente única e explicar pacientemente a única solução para que se tenha fim o sofrimento dos palestinos e dos trabalhadores em toda a região: a revolução socialista.

Ato em Berlim em solidariedade à Palestina (3)

Fontes:



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