quarta-feira, 11 de junho de 2014

Chapa 2 “Liberdade e Luta” propõe programa combativo para o DCE do Ielusc



Johannes Halter

Empolgação. Esse é o sentimento que norteia a chapa 2 “Liberdade e Luta”. A eleição será dia 26 de junho. O resultado definirá a nova direção do Diretório Central dos Estudantes Florestan Fernandes (DCE), da faculdade Ielusc. Oposição à atual gestão da entidade, os 13 estudantes que compõem o agrupamento querem uma alternativa combativa para o diretório.

Programa político

O programa da chapa 2 “Liberdade e Luta” é fruto da análise da tese “Pela Retomada da Luta Por Educação Pública, Gratuita e Para Todos!”. Esse documento foi defendido pelos militantes da Juventude Marxista no 53º Congresso da União Nacional dos Estudantes, realizado entre 29 de maio e 2 de junho de 2013, na cidade de Goiânia (GO).

As propostas têm a coerência com os desafios do ensino superior brasileiro. Ao mesmo tempo em que propõe a redução das mensalidades, a chapa 2 “Liberdade e Luta” exige todo o dinheiro necessário para garantir educação pública e gratuita para todos. Enquanto defende o direito de os inadimplentes poderem concluir seus estudos, aponta a necessidade de combater e a criminalização da juventude e dos trabalhadores.

Combate pelo programa de luta

Durante o período de formação das chapas, a disposição ao diálogo e a defesa de um programa de luta para o DCE do Ielusc marcou a atuação da chapa 2 “Liberdade e Luta”. Desde o início, os membros da atual direção da entidade foram chamados para conversar.

Chegando no fim do prazo de inscrição, aceitaram dialogar. Disseram concordar com as ideias propostas. Porém, na prática, apresentaram condições para composição desproporcionais e inflexíveis, com o fim de inviabilizar um acordo. Até o último instante, levantou-se a posição de unidade com base em um programa de luta e estímulo à participação dos acadêmicos. Porém, a atual gestão preferiu tratar a eleição como uma guerra de torcidas. Para surpresa de todos, inscreveram a chapa 1 #Mobiliza no meio da reunião que discutia a formação de chapa única.

Libelu

O nome da chapa 2 faz referência à corrente do movimento estudantil “Liberdade e Luta”, também conhecida como “Libelu”, ativa durante a década de 1970. Ela foi a primeira a colocar o acento na palavra de ordem “Abaixo a Ditadura”. Além disso, foi uma das responsáveis por fazer constar na Carta de Princípios da UNE, aprovada em 1979, a defesa da educação pública estendida a todos.

A chapa 2 “Liberdade e Luta” propõe-se a resignificar o exemplo dado por centenas de jovens contra a ditadura. A escolha do nome tem a intenção de provocar a reflexão. O combate feito na década de 1970 ainda não foi concluído. A maioria da juventude brasileira continua fora do ensino superior. Além disso, a repressão e criminalização estão cada vez mais intensas depois das manifestações de junho de 2013. “Liberdade e Luta” ainda está em pauta.

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