quinta-feira, 13 de março de 2014

Manifestação reúne centenas de estudantes em Joinville


Francine Hellmann
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Cerca de 300 estudantes secundaristas foram às ruas de Joinville na manhã de quarta-feira (12/3) em defesa da educação pública. Eles reivindicavam melhorias estruturais nas escolas e transporte público gratuito para todos. O ato foi convocado pela União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas (Ujes).



Participaram da manifestação alunos das escolas estaduais Presidente Médici, Osvaldo Aranha, Conselheiro Mafra, Germano Timm, Paulo Medeiros e Jorge Lacerda.

A presidente da Ujes, Stefany Rebello de Aguiar, explicou que em 2013 uma pauta de reivindicações foi entregue ao governador do Estado, Raimundo Colombo (PSD), e o secretário da Educação, Eduardo Deschamps. “Faz mais de oito meses que aguardamos medidas que solucionem os problemas, mas até agora muito pouco foi feito”, disse.

Outro protesto está convocado para 10 de abril.

Interdições

Cinco escolas estaduais estão interditadas parcialmente em Joinville. São elas: Osvaldo Aranha, Plácido Olímpio de Oliveira, Annes Gualberto, Maria Amin Ghanem e Conselheiro Mafra. Muitas unidades não contam com climatização, têm problemas na fiação elétrica, não possuem quadras cobertas, têm bibliotecas abandonadas, entre outros problemas. Além disso, o governador Colombo prometeu e ainda não cumpriu a construção de cinco escolas de ensino médio.

O vereador Adilson Mariano (PT), militante da Esquerda Marxista, esteve presente na manifestação. Ele lembrou que essa situação também acontece nas escolas do município. “Vêm se pedindo contribuições aos pais para mudar a rede elétrica, um absurdo, pois pagamos impostos para isso”. É de autoria dele uma lei municipal que obriga as escolas a exporem cartazes explicando que é ilegal a cobranças de qualquer contribuição ou mensalidade. Membro da Comissão de Educação da Câmara Vereadores de Joinville, o parlamentar tem cobrado permanentemente a solução para os problemas levantados pelos estudantes.

União entre estudantes e trabalhadores

A manifestação também foi apoiada pelo Sindicato dos Servidores Públicos dos Municípios de Joinville, Garuva e Itapoá (Sinsej), que representa os servidores das escolas municipais.

A coordenadora regional do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte), Clarice Erhardt, que também é militante da Esquerda Marxista, acompanhou o ato e declarou apoio aos estudantes. Ela explicou aos alunos que é preciso exigir dos professores a participação na paralisação nacional, que acontecerá de 17 a 19 de março, em defesa do Piso do Magistério.

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