segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Futebol é apenas um retrato da sociedade

Francisco Aviz*

Briga entre torcedores na Arena Joinville (SC) ocorrida no dia 8/12
A violência da sociedade, que se rende ao lucro, reflete na maior paixão do país. As mazelas gigantescas do capitalismo são mais uma vez vistas. A barbárie vista em estádios, como na Arena Joinville, é apenas mais um dos resultados do desdém e das agressões do Estado para com a população. Como na discussão da Maioridade Penal, somos guiados a defender somente a prisão do meliante, do criminoso ou do assassino, mas não somos guiados a defender e lutar pela prevenção do crime. Não se resolve o crime apenas punindo. Resolve-se, qualquer crime, com educação, oportunidade, orientação e igualdade, mas isso não é possível no sistema político que vivemos. Não adianta brigar contra a violência apertando a mão de quem causa a violência.

Tudo isso chega, obviamente, nas outras áreas da vida social, seja nas ruas, nas escolas, nas famílias e até em eventos culturais e esportivos. Por isso, vemos, em todo mundo, brigas lamentáveis, cruéis e chocantes também dentro dos estádios.

Quem luta pela paz, pela igualdade e pela comunhão dos povos está de luto mais uma vez, mas mais do que isso, está com fome de revolta, com fome de mudança, com fome de Revolução, está cheio de ver semelhantes morrendo nas mãos do Estado que é incapaz de guardar a vida das pessoas e de capacitá-las para que não usem de meios ilegais para sobreviver.

Com isso, Futebol, que é a maior paixão nacional e de quem escreve esse texto, é apenas mais um retrato da sociedade. 


*Francisco, 15 anos, é militante da Juventude Marxista, diretor da Ujes e amante do futebol.

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