quinta-feira, 25 de julho de 2013

Troco um Cabral por um Amarildo



Esse ano faz 45 anos do AI-5.
Hoje faz 20 anos da Chacina da Candelária.
Hoje faz dez dias do sumiço de Amarildo.
Amanhã faz um mês da Chacina da Maré.
Amanhã faz uma semana do fogo nos manequins.
Só para os manequins houve flores.
Só para os manequins houve choro.
Só para os manequins haverá investigação.
A ditadura dura, e ainda há quem diga aos brados que ela é branda. 
Os corpos que somem se somam aos corpos cuja soma nem se sabe.
Quem tenta gritar corre o risco da luta terminar em luto.
Há quem diga, quem finja, quem ache que tá tudo bem.
Mas há ninjas gritando e dizendo que não é bem assim.
Será que saberíamos onde está Amarildo se ele fosse um manequim?

23 de Julho de 2013

Por Lucas Pedretti




* Amarildo é um morador da Rocinha, pai de família, que foi levado pela UPP (Unidade de Policía Pacificadora do Rio de Janeiro) para uma delegacia, e está desaparecido desde então. A Polícia alega que Amarildo foi solto, porém, não permitem que a família veja as filmagens da câmera de segurança, afirmando ter havido um pane. O ajudante de pedreiro está desparecido desde o dia 14 de Julho. A família, amigos e moradores têm feito protestos exigindo uma solução para o caso.

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