quinta-feira, 18 de julho de 2013

Ei, Burguês!

Ei Burguês,

Te tenho aqui meia dúzia de porquês.

Por que tu, que já foi um revolucionário hoje é só ex ?

Por que vós que lutáveis contra a monarquia, vivem todos como reis?

Por que no seu mundo-burgo o povo além de servo é freguês?

Por que tu que não segue uma regra se quer, és o que inventa as leis?

Ei burguês,

Me desculpe se minha meia-dúzia não tem seis

É que não aprendi a contar na mesma escola de vocês

E meus filhos que tinham tudo pra serem pretinhos como os pais

Têm tanta fome, que já perdeu a cor sua tez.

Pois a cada salário-ínfimo que passa tem mais dia no meu mês.

Ei burguês, por que nunca me ensinaram que :

em toda história do mundo, quando pela primeira vez o poder sair das mãos de uns poucos, e a maioria puder ter voz, aí nós (o povo) teremos vez?

pra eu viver melhor, tenho apenas que extinguir o patrimônio privado e quando tudo a todos for dado, acabará minha tacanhez ?

Por Felipe Araujo


Felipe Araujo Artista de rua, estudante de Filosofia e Militante da Juventude Marxista - RJ.

http://www.poesiaderua.com/

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