quinta-feira, 20 de junho de 2013

Caiu o reajuste! E agora?

Haddad foi obrigado a voltar atrás, junto com Alckmin e com Eduardo Paz. E, na esteira das maiores cidades do país as outras também virão. Campinas e Niterói já anunciam a revogação do reajuste. Poucos prefeitos resistirão!

E o movimento? As lideranças dizem que ele continua. Sim, mas para onde? O que exigir agora? O que queremos? Menos circo e mais educação? Concordamos.

A Esquerda Marxista acredita que o movimento saiu às ruas e pode muito. Mas o pode muito depende de sua organização, dos manifestantes tomarem consciência deles próprios e de se auto-organizarem. Uma manifestante escreveu: “nós nos representamos”. Mais do que correto. Mas para que nos representemos a nós próprios é preciso que nos organizemos. Plenárias democráticas, com a participação de todos os movimentos, organizações sociais, sindicatos, DCE, grêmios estudantis, partidos e movimento políticos precisam ser organizadas em todas as cidades, para que os manifestantes, por si próprios, decidam os rumos do movimento.

Os grandes sindicatos precisam entrar na luta e emprestar os seus meios para os manifestantes, a começar por carros de som potentes o suficiente para que todos nas praças e manifestações possam ouvir. Assembleias com todos os manifestantes, onde os resultados das plenárias sejam colocados em votação também são necessárias e precisamos destes carros de som para isto.

Além disto, é necessário democracia. E democracia é o direito de divergir. Se você não gosta de partidos, é seu direito. Mas cada um que está organizado num partido ou sindicato tem tanto direito como outro qualquer não organizado. E tem direito a levar a sua bandeira, a sua faixa e seu cartaz. Impedir isso é falta de democracia. E, atenção. É necessário impedir a confusão, a agressão entre participantes por divergências. E também impedir que infiltrados ou aproveitadores depredem lojas e prédios públicos. Isto é nossa tarefa, de nós manifestantes e não da polícia.

Nós, da Esquerda Marxista, apresentamos desde já o que acreditamos devam ser as bandeiras para o próximo período. E queremos submetê-las à discussão nas plenárias e assembleias que todos nós organizaremos:

Abaixo a repressão! Liberdade para os presos, fim de todos os processos contra os manifestantes!

Estatização já dos transportes, rumo à tarifa zero!

Fim do pagamento da dívida externa e interna!

Mais verbas para a saúde e educação!

Que os R$26 bilhões para a Copa sejam destinados à saúde e educação!

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