quinta-feira, 4 de abril de 2013

ENJM discute a luta pela Educação Pública e Socialismo

Militantes da Juventude Marxista 

Lideranças estudantis de sete estados brasileiros reuniram - se, no dia 29 de março, na cidade de Barro do Sul, em Santa Catarina no Encontro Nacional da Juventude Marxista (ENJM). O evento foi organizado com o objetivo de debater a necessidade de organização para a defesa da Educação Pública Gratuita para todos e por uma sociedade socialista.

O ENJM foi composto de quatro mesas de debate. A primeira foi apresentada pelo presidente do DCE do Bom Jesus Ielusc de Joinville, Johannes Halter. Ele tratou sobre a defesa da Educação Pública Gratuita para todos. Segundo os presentes, o debate teve o maior espaço de discussão por ser o ponto mais importante da atividade.
O Presidente do DCE explicou que na história da educação brasileira, desde o Brasil colônia aos dias de hoje, o setor privado sempre foi priorizando em todas as reformas educacionais. Prova disso são os subsídios e as ajudas do estado para as instituições de ensino privadas.

Ele afirmou que, mesmo com todas as medidas tomadas pelo governo federal, cerca de 18 milhões de jovens, entre 14 e 24 anos estão fora da escola ou faculdade.

Para o presidente do DCE a solução para esses problemas é romper com o pagamento da dívida pública que consome cerca 50% do orçamento do país. “Dinheiro para o mercado financeiro e para os bancos, essa verba deveria ser investido em educação, saúde previdência em benefício do povo”. 

Militantes pitam a faixa da JM
O segundo ponto da discussão do encontro foi apresentado pelo militante da Juventude Marxista, João Diego Leite de Joinville. Ele apresentou a discussão sobre a luta por um Transporte Público Gratuito para todos. Segundo o militante Marxista, “lutamos para que o transporte seja um direito assim como saúde e educação”.

Para ele é preciso esclarecer que nossa defesa é por uma empresa pública de transporte que garanta o direito de ir e vir para todos os cidadãos. “temos o direito de ir e vir, mas esbarramos no alto valor das tarifas”, afirma João Diego. O plenário aprovou o encaminhamento de promover debates sobre transporte coletivo em todas as cidades que temos militantes.

A terceira discussão sobre os sindicatos de estudantes e a defesa das organizações. Esse informe foi apresentado pelos militantes da Juventude Marxista, Caio Dezorzi e Evandro Colzani. Evandro, que foi presidente da Ujes explica que o grêmio estudantil tem o mesmo papel, na escola que o sindicato tem na empresa.

Segundo Evandro, na escola temos os diretores, que tem papel semelhante àquele do patrão. São eles que irão dizer ao governo o que a escola precisa. Ela pode não resolver nossos problemas, mas pode comunicar e pressionar o governo para conceder o que é direito aos estudantes.

 “Como no sindicato, a primeira atitude do grêmio estudantil é convocar uma assembleia para listar todos os problemas e reivindicações! A biblioteca que não existe, a quadra que não é coberta, falta de professores, o prédio que está caindo, a sala de informática que não funciona, etc”, diz o militante. Segundo ele, após a lista o trabalho dos estudantes deve ser cobrar. “Semelhante ao sindicato caso não obtenha soluções e repostas devemos fazer manifestações até sermos atendidos”.

Caio Dezorzi explicou a necessidade de defesa da liberdade das organizações sejam sindicatos, partidos, movimentos sociais ou entidades estudantis. Segundo ele, a juventude deve estar empenhada na organização de uma campanha pela liberdade dos 72 estudantes, que foram condenados por ocuparem a reitoria da universidade, em 2011.

O Encontro se encerrou com a discussão sobre os congressos da UNE e da UBES que, apresentado pelo membro do DCE da Universidade Federal de Mato Grosso Fábio Ramirez. O dirigente estudantil discutiu a necessidade de a Juventude Marxista defender no congresso da Une e da UBES a luta por uma educação pública gratuita e de acesso de todos.  

Um comentário:

  1. A humanidade está diante da encruzilhada: socialismo ou barbárie. A decisão repousa, prioritariamente, nas mãos da juventude.

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