quarta-feira, 3 de abril de 2013

AS QUESTÕES DA LICENCIATURA E A ESTRUTURA DE PODER NA UNESP DE MARÍLIA


Cadeiras amontoadas em protesto na Unesp

Os alunos de Ciências Sociais da UNESP de Marília vêm num árduo combate para forçar junto aos professores o debate acerca das questões que afligem a licenciatura. 

No ultimo dia 22 o curso de Ciências Sociais paralisou as atividades com o intuito de forçar o debate com os professores que pertencem a área da licenciatura. O debate está aberto, mas longe de terminar e da lealdade também.
Nós alunos reivindicamos que o plano de ensino da licenciatura está distante da realidade de sala de aula das escolas de ensino médio e fundamental. O que nos é passado em sala de aula não irá nos servir para o dia-a-dia na atuação como professor.

Por tanto, nós alunos estamos fazendo reuniões para discutir as diretrizes do plano de aula e fazer proposituras de modificação diante da realidade apresentada por alunos que já lecionam, e levar essas proposituras em assembleia de curso, para serem discutidas, modificadas se preciso for, e aprovadas. 

Após aprovadas, as proposituras são levadas a comissão de docentes da licenciatura, que é composta por 11 professores e 2 alunos. A partir de então se inicia também toda uma discussão na universidade sobre a estrutura de poder e o abuso do mesmo, pois os professores estão usando de métodos de avaliação punitivos para obrigar alunos a fazerem as leituras de textos de suas matérias, e o caráter dele é único e somente punitivo, pois o retorno que os alunos têm é somente a nota, por tanto não há uma discussão em sala dos erros na avaliação.

Em relação a estrutura de poder, o grande questionamento é o método “70, 15, 15”. Que prevê 70% no peso dos votos de docentes, 15% para alunos e 15% para funcionários. Método este que dentro das comissões garante a imposição das medidas defendidas pelos professores e amordaça os alunos. 

O debate com a universidade acerca da estrutura de poder e das questões da licenciatura já se iniciaram, e vão prosseguindo, garanto que em breve uma medida será tomada pelos alunos para abrir debate com o Diretor da instituição e a luta pelo voto universal iniciará.


Tales de Freitas – Estudante do Primeiro Ano de Ciências Sociais – UNESP Marília e militante da Juventude Marxista de Bauru SP

Um comentário:

  1. Jovens da Unesp-Marilia,
    Lutem pela Universidade Democratica e Participativa antes que a arbitrariedade domine o templo do saber e do livre pensamento. O metodo punitivo-incontestavel torna-se uma tendencia em muitas universidades publicas, sendo ja preponderante nas faculdades privadas dominadas pela ditadura do lucro. Jamais permitam que um espaco tao precioso, aquela UNESP que estudei ha anos atras, venha se tornar reduto de professores egocentricos concursados, avidos por titulos academicos e pouco preocupados com o desenvolvimento democratico e participativo da Universidade. Mais do que isso, a Universidade deve igualmente ser aberta 'a sociedade e 'a realidade social do pais. O silencio faz prevalecer a arbitrariedade e desta inelutavelmente surge a politica do medo e da opressao.

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