terça-feira, 19 de março de 2013

Com cassetete e balas de borracha, Polícia Militar agride estudantes da UFMT que lutam por vagas na moradia estudantil


As imagens são assustadoras. Foram seis estudantes presos e dezenas de feridos por tiros de balas de borracha de grosso calibre. Esse foi o resultado de uma manifestação democrática que lutava contra o fechamento de 50 vagas na Casa do Estudante Universitário (CEU) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A manifestação ocorreu dia 07 de março em Cuiabá, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, uma das principais da capital. O protesto organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) aconteceu após inúmeras tentativas de negociação com a reitora Maria Lúcia, que insistia em fechar as vagas do CEU localizado fora do campus, alegando que a reitoria inauguraria 60 novas vagas dentro do campus.


No entanto, a demanda por um lugar no CEU é bem maior do que o número de vagas ofertadas pela UFMT, apenas 110 lugares com a nova inauguração. Portanto, nada de mais justo os estudantes da UFMT reivindicarem contra o fechamento do CEU localizado fora do campus.

A demanda por moradia estudantil aumentou em todo o país, principalmente após a dinâmica imposta pelo Sisu e pelo Enem, no qual se ampliou o número de acadêmicos oriundos de outras cidades e regiões. 


Polícia atira em estudantes no ato ocorrido no dia 07/03
Além do mais, a política de ações afirmativas implantadas pelo governo federal limita-se a colocar alguns estudantes pobres ou negros na universidade, sem dar nenhuma estrutura de permanência a eles. Aumento a demanda por moradia estudantil.

A Juventude Marxista, que tem membro no DCE da UFMT, presta total solidariedade aos acadêmicos da federal do Mato Grosso e repudia a ação da Polícia Militar (PM).

Denunciamos também a reitora Maria Lúcia, por se negar a atender essa justa reivindicação dos estudantes, ocasionando a manifestação; o governo do estado de MT, Silval Barbosa (PMDB), por ser o chefe maior da PM; e o governo Dilma-PT, por até o momento não destinar a quantia necessária para o atendimento de assistência estudantil, ao mesmo tempo em que atende os empresários desonerando-os de impostos e continua o estrangulamento da nação com o pagamento da dívida pública.

O DCE-UFMT e os Centros Acadêmicos continuam em mobilização. Após a repressão do dia 7, no dia seguinte uma nova manifestação marchou pelo campus da universidade e pela Av. Fernando Corrêa, desta vez com cerca de 1500 estudantes. Depois os manifestantes ocuparam a reitoria, que permanece sob o poder dos acadêmicos até o momento do fechamento deste texto. Outras manifestações já estão marcadas e a disposição é de lutar até conquistar as vagas na moradia estudantil.

- Todo apoio à luta dos estudantes da UFMT por moradia estudantil!

- Abaixo a repressão da PM, viva o direito à livre organização e mobilização dos estudantes!

- Fim do pagamento da dívida pública, dinheiro do povo para as necessidades populares e vagas para todos na universidade pública e gratuita!

- Queremos já R$ 2 bilhões para Assistência Estudantil! 

 

Vejam os vídeos com a ação vergonhosa da PM:





Fábio Ramirez
Militante da Juventude Marxista, membro do DCE-UFMT e do Centro Acadêmico de Educação Física-UFMT

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