terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eles estudam, correm e brincam, mas não os enxergamos

Peço desculpas aos companheiros pelo texto que escreverei. Sei que deveria ser mais imparcial, mas como Che disse uma vez ''um revolucionário é feito de grandes sentimentos de amor'' e não posso fugir dessa regra.

Após estar um mês como voluntaria no Instituto Benjamin Constant (internato-escola) não pude deixar de constatar uma coisa: os alunos de la são deficientes visuais e não cegos, cegos somos nós que não os enxergamos.

Eles estudam, correm, brincam, desenham mas só no período que estão lá. Nós preparamos o mundo para quem vê, e quem não vê, como vive? 

Nós, marxistas, falamos sempre em revolução, mas precisamos mostrar pra eles a revolução. Eles precisam ter acesso a faculdade, e o curso não pode ser uma tortura.

Eles podem e querem ser profissionais tão bons como qualquer outra pessoa, basta terem acesso ao braile: aulas de braile, livros em braile, áudio books e outros meios. 

Sei que tornar tudo acessível é complicado, sei também do grau de complexidade que é o braile, sei que é caro fazer com que todos os sinais de transito de uma metrópole emitam som, mas acima de tudo sei que não desistiremos e faremos a revolução, não só para você e eu, e sim para todos.

Hasta La Victoria siempre!

Carolina Souza
 
 

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