quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A PAZ QUE EU NÃO QUERO

Foto: EFE

Rio de Janeiro, faltam 4 dias para a eleição e a guarda nacional já está na rua, com aqueles fuzis de um metro e vinte. Isso tudo para a segurança da festa da democracia. Estamos num estado totalitário ou em guerra civil para necessitarmos de homens armados para podermos votar em segurança? E pior, a grande contradição: votamos sob a mira de um fuzil e nos sentimos seguros justamente por estarmos sob mira dele. Que tipo de paz e democracia é essa que estamos vivendo? É quase o mesmo regime utilizado para as eleições no Egito após a Primavera Árabe. E ao sair de casa, e me deparar com um caminhão do exercito e guardas nacionais armados me sinto na Síria. Hoje morando numa metrópole eu consigo enxergar claramente que estamos iludidos: nos venderam uma ideia de democracia e de paz que não é real, que não é boa. Precisamos mudar. Se hoje fuzis representam a paz, o que representa a guerra para nós?


Carolina Souza
Acadêmica de Ciência Política da UNIRIO

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