terça-feira, 21 de agosto de 2012

Greve dos professores universitários já dura mais de 3 meses e governo se nega a continuar negociações

Fábio Ramirez*
Militante da JM Cuiabá - MT


A histórica greve nas Instituições Federais de Ensino (IEF) completou três meses na última sexta-feira (17). Os professores universitários lutam por mais verbas para a educação e melhorias no salário. As atividades educacionais estão paralisadas desde o dia 17 de maio de 2012 em 56 universidades federais e quase 90% dos Institutos Federais.

O governo Dilma (PT), contraditoriamente ao que defendeu nas eleições, tem agido de forma ditatorial e se nega a continuar as negociações com os professores. Durante sua campanha eleitoral, a presidente ressaltou que não “se pode estabelecer com o professor uma relação de atrito quando esse pede melhores salários, recebê-lo com cassetete ou interromper o diálogo” (Clique aqui e assista ao vídeo de campanha eleitoral da Dilma).

Mas os professores resistem e lutam. Uma grande Jornada de Lutas foi realizada pelos servidores públicos federal entre os dias 13 a 17 de agosto em Brasília. Na quinta-feira (16) os docentes realizaram um grande cortejo fúnebre (foto) na Esplanada dos Ministérios, com a encenação da morte e ressurreição da Educação Pública em frente ao Congresso Nacional.

Durante o protesto os manifestantes protocolaram uma carta à Presidente Dilma Rousseff. No documento, pedem “a retomada das negociações a fim de que tenhamos avanços em relação ao plano de carreira e às condições de trabalho”.

O que os professores querem

Além de melhoria nas condições de trabalho e ensino nas instituições, com atendimento das pautas locais, os docentes federais reivindicam uma carreira única, mais simples, com 13 níveis e steps definidos, com valorização da titulação e do regime de trabalho, em especial a Dedicação Exclusiva, incorporação das gratificações e paridade entre ativos e aposentados.

Segundo Marinalva Oliveira, presidente da Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior (ANDES-SN), “O governo trabalha com uma lógica diferente da nossa, com uma proposta que cria diferenciações internas na categoria, entre ativos e aposentados e entre docentes que exercem a mesma função em instituições diferentes. Inclusive com a desconstrução da lógica da dedicação exclusiva”.


*com informações do ANDES

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