quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Emicida: Dedo na ferida

Dayane de Oliveira Pacheco
Militante da JM Joinville - SC

Leandro Roque de Oliveira, mais conhecido pelo codinome Emicida, nasceu no berço do rap nacional São Paulo – SP, em 17 de agosto de 1985.


O nome “Emicida” vem da junção de “MC” e “homicida”, pois era considerado um “assassino” nas batalhas em que participava, por “destruir” seus adversários no Freestyle.


Emicida começou cedo, rimador por natureza, brincava com as palavras desde criança, e na medida em que foi crescendo desenvolveu seu talento e começou a mostrá-lo para os outros. “Era de brincadeira, mas, quando vi, eu já estava fazendo isso para as pessoas. Então, eu comecei a circular pelas batalhas da cena hip hop de São Paulo, quando percebi, estava fazendo show”, disse ele, em uma entrevista ao blog Conexão Periférica.

Desde criança o rapper sofreu com a injustiça do nosso sistema. Ainda pequeno mudou-se para o (bairro do) Cachoeira com sua família, onde, depois de anos, conseguiram construir uma casa. Meses depois, foram notificados pela prefeitura de São Paulo com uma ordem de despejo. Além de sua família, muitas outras passaram e ainda passam pela mesma situação, e foi a razão pela qual Emicida apoiou os moradores do Pinheirinho em sua luta por moradia.

Emicida luta pela igualdade social, e expressa em suas musicas uma indignação que não é só dele, mas de todos os oprimidos da injustiça do sistema capitalista.

O rapper grava a suas músicas independentemente, com a sua gravadora “Laboratório Fantasma”, e não assinará com outras gravadoras, pois, segundo ele, nesse mercado cada artista é considerado um produto, além de que elas podem interferir na sua maneira livre de passar suas mensagens ao público.


Em uma de suas apresentações, Emicida foi preso por desacato a autoridade por defender a invasão do terreno Eliana Silva, e mostrar-se contra atitudes do governo de expulsar moradores (como os do Pinheirinho) de suas casas. Segue, os dizeres de Emicida, que antecediam a música “Dedo na Ferida”:“Antes de mais nada, somos todos Eliana Silva, certo? Levanta o seu dedo do meio para a polícia que desocupa as famílias mais humildes, levanta o seu dedo do meio para os políticos que não respeitam a população e vem com ‘noiz’ nessa aqui, ó. Mandando todos eles se fuder, certo, BH? A rua é noiz". 

O momento foi registrado em vídeo:



Na música “Nova Ordem” o rapper novamente se coloca a favor do povo, incentivando as lutas sociais como a da usina de belo monte.


Em outra composição sua com Real da Lima, chamada “Num é só ver”, ele fala da injustiça da divisão de classes.

Emicida é uma das maiores vozes do rap nacional, e é saudado pelo seu talento e maneira de expor as coisas.

A revolução é a verdadeira solução para todos os impedimentos desse sistema injusto, para que sejamos todos iguais, e finalizo nas palavras do próprio Emicida: “Ás armas companheiro, pela liberdade, só por ela”.

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