sábado, 10 de março de 2012

ALGUMAS INFELIZES JORNALISTAS NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Os meios de comunicação burgueses reproduziram uma chuva de frazes ocas, oficial-liberalescas, batidas, frias e professorais sobre “o dia internacional da mulher”. As jornalistas da rádio Band News FM, assim como outras, ficaram o dia inteiro falando do tema. Falaram horas e horas de moda e beleza, mulheres que são chefes no mercado de trabalho, artistas e mulheres na política, blá, blá, blá...

Mas no início da noite desta quinta, quando repassavam as informações sobre o transito, num comentário sutil eis que realmente disseram o que pensam sobre a mulheres que lutam de verdade para mudar sua condição. Uma declaração muito infeliz: "Atenção motoristas! Transito engarrafado também no entorno da Avenida Rio Branco no Centro do Rio. Mas também né gente, há outras formas de se comemorar o dia da mulher sem parar ruas e prejudicar o transito."

Assim é como as mulheres dos grandes meios de comunicação, aqueles falam em nome das grandes empresas, pensam sobre as ações políticas das mulheres que vão as ruas reivindicar ações concretas. Falar da luta das mulheres no passado é importante, passa a falsa ideia de que a pessoa é culta e tem conhecimentos de história. Mas elogiar e dar visibilidade as mulheres que travam a luta política nas ruas agora, hoje, nesse exato minuto, não. Isso os limistes da mídia burguesa não permite.

As funcionárias da Band sabem muito bem que estavam falando do ato realizado pela CUT-RJ, sindicatos e diversos movimentos sociais. Um tradicional ato pacífico com a presença de militantes do movimento sindical e social, as trabalhadoras e os trabalhadores empunhado faixas e bandeiras.

Essa é a mídia capitalista, contrária a toda forma de organização e luta popular. Possuem um senso de oportunidade muito aguçado na hora de proferir ataques preconceituosos aos movimentos sociais. Nem mesmo suas funcionárias mulheres, no dia internacional da mulher, conseguiram fugir a regra.

Parabéns as mulheres que vão a luta hoje, ontem e sempre; ombro a ombro com os homens trabalhadores!

Flávio A. Reis
8 de março de 2012

Um comentário:

  1. "Nem as mulheres da Band escapam"; "o capitalismo é contra movimentos populares"... Tudo que se resumir a luta que não represente, a priori, uma totalidade, tenderá a assimilação/cooptação por parte do capital (não capitalismo); assim, a luta das mulheres, reivindicações, caso não sejam luta de classes, mas só se atenham a luta "política", em detrimento dos fundamentos econômicos e fundantes do ser social, sempre cairão em assimilações do sistema. Assim, por exemplo: as assimiladas apresentadoras da Band, neste caso, por tenderem para a burguesia, logicamente que não representarão a totalidade das mulheres, mas somente aquelas que tem privilegios concedidos pelo patriarcado burguês. TOdavia, não é por isso que, serão salvas das admoestações da burguesia. Sua função, enquanto mulher, mesmo que "pseudamente" emancipada, será apenas uma, utilidade/produtividade de mais-valia.

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