domingo, 1 de janeiro de 2012

Vitória na Colômbia: Estudantes tomaram as ruas e impediram contra-reforma da educação

NOTA SOBRE A DATA DO ARTIGO

O artigo que agora indicamos só não foi publicado antes por um descuido da nossa equipe das mídias sociais. Só o publicamos no Jornal Luta de Classes edição 42, jornal da Esquerda Marxista

Os leitores verão que o tema e o assunto ainda merecem toda a divulgação. Trata-se dos resultados da greve de estudantes colombianos, analisamos suas vitórias e as lições das suas experiências.

Nossas desculpas ao Flávio pelo atraso na divulgação da matéria. (O fato ocorreu no final do mês de novembro)
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COLÔMBIA. Nas ruas de Bogotá
Por Flávio Almeida Reis
Militante da Juventude Marxista do RJ
E-mail: reis.geografia@gmail.com
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Estudantes colombianos encerraram no dia 16 de novembro uma grandiosa greve nacional de um mês de duração. Através da Mesa Ampla Nacional Estudantil (MANE) organizou-se o combate ao Projeto de Lei 112/11 do Presidente Juan Manuel Santos. Este artigo analisa a vitoriosa luta e aponta as lições para nossa atividade política.

Os colombianos rejeitaram o projeto sob o argumento da privatização da educação pública. Com ele, havia o perigo de rebaixar ainda mais a qualidade do ensino. E além disso, as condições de trabalho e salário dos funcionários do setor eram preocupantes. A juventude colombiana teve sucesso porque conseguiu materializar sua insatisfação em torno de um espírito coletivo e ampla unidade. A MANE soube fazer com que a luta não se limitasse como uma reivindicação particular da comunidade universitária, por isso suas bandeiras ganharam a escala de uma luta geral de todo o povo colombiano.

América Latina: “A educação não se vende, se DEFENDE”!

COLOMBIA - Universidad Nacional
Na greve dos estudantes colombianos foram realizadas centenas de assembléias estudantis, audiências públicas, piquetes, passeatas, ocupações, etc. Principalmente na capital Bogotá, que teve sua rotina bloqueada durante semanas. Incluindo uma imensa manifestação com quase 60 mil ativistas na Plaza de Bolívar que parou a metrópole nacional. Foi um processo incentivado e com muita semelhança ao que ainda se desenvolve no Chile. Até a motivação para as mobilizações são as mesmas: rejeitar a contra-reforma na Educação Superior. Foi com toda essa força que a MANE conseguiu colocar o Presidente Juan Santos e o Congresso Colombiano contra a parede. Forçaram os governantes a recuar e arquivar seu projeto privatizante. Uma grande vitória!

A consciência política da juventude colombiana é destacada também pelo fato de que mesmo após a vitoriosa jornada, eles não afrouxaram com a luta. A greve estudantil foi suspensa, mas continuaram atividades e mobilizações por reformas na educação alinhadas aos interesses da nação colombiana. A greve foi capaz de rejeitar a reforma privatizante do ensino superior, mas a MANE afirma que os protestos de rua continuarão até que seja aprovado um novo projeto que contemple as reivindicações estudantis.

Estas são as demandas do programa mínimo estudantil na Colômbia: Liberdade de manifestação e direito à livre organização política; Responsabilização do Estado para com o financiamento da educação e fim dos cortes orçamentários; Retirada das forças policiais e os esquadrões anti-distúrbios dos campi universitários; Liberdade para os estudantes presos durante a greve.

Jornada Continental em defesa da Educação


As entidades estudantis nacionais da Colômbia (MANE) e do Chile (Confederação dos Estudantes do Chile - CONFECH) – que está em processo de mobilização há meses - convocaram uma "jornada continental de luta ao direito à educação" que se realizará no dia 24 de novembro. Essa manifestação continental é um magnífico exemplo de unidade para os jovens de todos os países que se levantam contra os seus governos e contra o capitalismo.

As lições da luta

COLÔMBIA - Universidad del Cauca
Esse combate é mais um exemplo que revela a maturidade política em ascensão na juventude em todo o mundo. As tradicionais entidades estudantis e da classe trabalhadora devem estar dispostas a lutar contra os planos econômicos impostos por governos e empresas que querem debitar na conta do povo a crise do capitalismo. O exemplo da juventude da Colômbia demonstra que é sempre possível construir uma jornada vitoriosa quando se tem clareza do que se luta, com um programa político nas mãos, e através de campanhas de massas que unem os trabalhadores contra o capital.



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