quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Teresina: protestos do terceiro dia se prolongaram por 10 horas

Protestos contra o aumento da passagem em Teresina (PI) ganharam corpo nesta quarta-feira (04/01). No terceiro dia consecutivo de manifestações uma quantidade maior de estudantes e trabalhadores se reuniram nas ruas.



O ato começou às 08h da manhã na Praça do Fripisa e terminou mais de 10 horas depois - por volta de 18h30 - nos acessos à Ponte Juscelino Kubitschek, que liga o centro à zona Leste da cidade.

Não houve repressão da Polícia Militar, como no dia anterior. Viaturas, homens a pé e a cavalo acompanharam de perto o grupo, mas não tentaram reprimir as manifestações. A tropa de choque foi mobilizada, mas permaneceu em ruas paralelas, longe da vista dos estudantes e da imprensa.


Reflexo do confronto que aconteceu na terça-feira (03), uma faixa com a frase “Ideias são à prova de balas” era exibida por estudantes. A mensagem era uma alusão clara à dura repressão que o movimento sofreu quando a PM dispersou um ato pacífico com spray de pimenta, balas de borracha e cassetetes.

O TRANSITO COMO ALVO

Os estudantes adotaram as mesmas estratégias das outras manifestações: passeatas, palavras de ordem, músicas de protesto e bloqueio de cruzamentos. Os atos se concentraram principalmente na Avenida Frei Serafim, que recebe diariamente um grande fluxo de veículos oriundo de várias regiões da cidade. O trânsito ficou lento e teve que ser desviado para ruas paralelas.

Houve uma série de pequenos desentendimentos entre estudantes e motoristas. Carros com crianças pequenas e pessoas doentes eram liberados. Os motoqueiros e motoristas que se dispusessem a descer do veículo e empurrá-lo também podiam transpor as barreiras.

ATRITO ENTRE PM E GUARDAS DE TRANSITO

A organização do tráfego gerou atrito entre a Polícia Militar e a Superintendência de Trânsito. A tática utilizada pelos estudantes, de mudar com frequência os locais dos bloqueios, cansou os guardas de trânsito. A PM assumiu o trabalho, mas o coronel Márcio Santos, do Bope, disse que vai representar contra os agentes.

(...)

REIVINDICAÇÕES

Os manifestantes reivindicam: 1) Suspensão do reajuste da tarifa (que aumentou de R$ 1,90 para R$ 2,10); 2) Gratuidade do segundo embarque; 3) Fim do limite de tempo no sistema de integração de linhas; 4) Melhor estruturação do sistema de transporte público da capital, com mais ônibus e paradas mais confortáveis.

“Queremos também a integração total, envolvendo todos os ônibus, todas as linhas”, informa a estudante Letícia Meireles. No projeto em vigor, uma linha só integra com outras predeterminadas pela Superintendência de Trânsito da capital.

Devido a esse limite e ao fato do sistema abarcar inicialmente apenas 32% das linhas, alguns estudantes evitam usar a palavra “integração”. O universitário Danilo de Moura é um deles. “Não tratem como integração, tratem como o início de um projeto”, diz.

O MOVIMENTO DEVE CRESCER

Sentado em uma barra de proteção da Ponte Juscelino Kubitschek, o estudante Leondidas Freire Júnior avaliou como positivo o terceiro dia de manifestações. Segundo ele, apesar das férias escolares, “a tendência é que as manifestações de rua ganhem corpo” nos próximos dias.

Das redes sociais para o asfalto quente. Lizianny Leal, estudante de história da UFPI, acompanhou pela internet os dois primeiros dias de protestos. Desvencilhada dos problemas pessoais que lhe prendiam em casa, ela participou da manifestação de hoje. A jovem considera “quase uma obrigação” ir às ruas protestar. “Eu pouco uso transporte coletivo, mas essa é uma causa que envolve toda a sociedade. Por isso eu vim protestar.”

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FONTE
Portal AZ
04/01/12


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2) Contribuição da Juventude Marxsita: Estatização do Transporte Público Já. É um texto que ajuda a debater como articular a luta contra o aumento das passagens e pelo passe livre, a luta pela estatização do transporte público. 



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