terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Hoje na História (1927): Leon Trotsky é expulso do Partido Comunista Soviético

A decisão foi tomada no 15º Congresso do Partido Comunista da União Soviética

Leon Trotsky ao lado de Harry De Boer e James H. Bartlett e suas esposas no México em 1940

O 15º Congresso do Partido Comunista da União Soviética referendou em 27 de dezembro de 1927 a resolução de expulsão do Partido de Trotsky e Zinoviev tomada na reunião conjunta do Comitê Central e da Comissão de Controle. Ficou definida a saída também de todos os elementos ativos do chamado ‘bloco trotskista-zinovievista’, tais como Radek, Preobrazhenski, Rakovski, Piatakov, Serebriakov, I. Smirnov, Kamenev, Sarkis, Safarov, Lifshitz, Mdivani, Smilga e de todo o grupo dos “centralistas democráticos”, Sapronov, V. Smirnov, Boguslavski, Drokhnis e outros.

O 15º Congresso foi aberto em 2 de dezembro de 1927. Tomaram parte nele 898 delegados com palavra e voto e 771 com palavra somente, representando 887.233 filiados e 348.957 aspirantes.


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OPERA MUNDI
27/12/2011




OS TROTSKISTAS NA UNIÃO SOVIÉTICA (1929-1938), texto do historiador trotskysta Pierre Broué


1º PARTE clique aqui

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Apresentação


Tendo conquistado a maioria nos Soviets, em 25 de outubro de 1917 (7 de novembro pelo calendário grego), os bolcheviques russos liderados por Lenin e Trotsky tomam o poder na Rússia. Dirigindo uma revolução contra o czarismo sob as bandeiras de Pão, Paz e Terra os marxistas russos inauguram uma nova era na história da humanidade, a era das revoluções proletárias e da tomada do poder pelos trabalhadores. Pela primeira vez na história o capitalismo é expropriado e se estabelece a propriedade coletiva dos meios de produção. O governo bolchevique entrega a terra aos camponeses, sai da guerra imperialista e coloca a economia a serviço da classe trabalhadora e de todos os oprimidos.

Dez anos depois esta mesma revolução está sendo corroída e traída pela burocracia stalinista que encarnava a reação interna e a pressão capitalista mundial sobre a revolução e os revolucionários russos. Lenin está morto e os militantes que fizeram a revolução estão sendo caluniados, perseguidos, exilados e assassinados. Um monstruoso aparato repressivo está sendo edificado em luta contra a corrente militante leninista que buscava manter viva a tradição marxista, bolchevique e internacionalista. Da defesa da falsa teoria da construção do socialismo num só país ao assassinato dos revolucionários a contrarrevolução stalinista preparava o terreno para sua capitulação à burguesia imperialista mundial e sentava as bases para a restauração capitalista que vimos acontecer em 1991.

Em 1940, só restavam vivos, do Comitê Central que tomou o poder em 1917, Stalin e Alexandra Kolontai. Todos os outros tinham sido assassinados sob a acusação de “agentes do imperialismo” e 500 mil militantes bolcheviques-leninistas (como se chamavam os trotskystas) haviam sido liquidados fisicamente. 

Pierre Broué fez um cuidadoso trabalho de documentação deste período a partir da abertura dos arquivos de Trotsky depositados em Harvard, EUA. O texto que aqui publicamos em duas partes é fruto deste trabalho e dá uma dimensão da resistência na URSS ao regime contrarrevolucionário stalinista. Assim como da coragem e do sofrimento destes militantes abnegados que fizeram a primeira revolução socialista vitoriosa do mundo e tiveram que outra vez lutar por ela contra a degeneração burocrática que corroeu o partido bolchevique e o estado operário soviético.

Aos 94 anos desta revolução que mudou o mundo e há vinte anos da restauração capitalista comandada pela cúpula do PCUS, o texto de Broué resgata a dimensão trágica e heroica dos resistentes revolucionários trotskystas no interior da União Soviética. 

Os editores de www.marxismo.org.br
Tradução: Fabiano Adalberto



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