quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

ANTROPOFAGIA: A ARTE COMO PENSAMENTO REVOLUCIONÁRIO (NOSSA HOMENAGEM A OSWALD DE ANDRADE)


 Mais do que uma arte nacional ou regional, a Antropofagia propunha-se a uma universalidade internacionalista, a fundir as riquezas culturais, brasileira e do resto do mundo, na produção de uma obra nova e singular

O manifesto antropofágico, escrito por Oswald de Andrade em colaboração com Mário de Andrade e Raul Bopp em 1928, foi o marco inicial de uma nova poética artística, a Antropofagia. Nela buscou-se fundar uma escola artística brasileira que fugisse da mera reprodução de modelos importados, sem afundar em chauvinismo que negasse o diálogo com o que havia de relevante na produção cultural do resto do mundo e sem abdicar de uma crítica social e política.

Mais do que uma arte nacional ou regional, a Antropofagia propunha-se a uma universalidade internacionalista, a fundir as riquezas culturais, brasileira e do resto do mundo, na produção de uma obra nova e singular. O nome foi adotado em referência aos antigos rituais indígenas onde os mais valorosos guerreiros capturados eram literalmente devorados pela tribo vencedora, na pretensão de assimilar suas melhores qualidades, devorando-os. Assimilar as melhores qualidades de toda a arte, mesmo aquela produzida pela classe inimiga, era a sua pretensão.

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