quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Garotos Podres - A Internacional



Letra:

A Internacional

De pé! Ó vítimas da fome 
De pé! famélicos da terra 
A indolente razão ruge e consome 
A crosta bruta que a soterra! 
De pé! De pé não mais senhores! 
Se nada somos em tal mundo, 
Sejamos todos, ó produtores!

Messias, Deus, chefes supremos, 
Nada esperamos de nenhum! 
Sejamos nós que conquistemos 
A terra mãe livre e comum! 
Para não ter protestos vãos, 
Para sair deste antro estreito, 
Façamos nós por nossas mãos, 
Tudo que a nós nos diz respeito

Crime de rico, a lei o cobre, 
O Estado esmaga o oprimido, 
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido 
À opressão não mais sujeitos! 
Somos iguais todos os seres: 
Não mais deveres sem direitos 
Não mais direitos sem deveres!

Abomináveis na grandeza 
Os reis das minas e da fornalha 
Edificaram a riqueza 
Sobre o suor de quem trabalha, 
Todo o produto de sua 
A corja rica o recolheu! 
Querendo que ela restitua, 
O povo só quer o que é seu.

Fomos do fumo embriagados! 
Paz entre nós, guerra aos senhores! 
Façamos guerra de soldados! 
Somos irmãos, trabalhadores, 
Se a raça vil cheia de galas, 
Nos quer a força canibais, 
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais.

Somos os povos dos nativos. 
Trabalhador forte e fecundo. 
Pertence a terra aos produtores 
Ó parasita deixa o mundo! 
O parasita que te nutres 
Do nosso sangue a gotejar, 
Se nos faltarem os abutres, 
Não deixa o sol te fulgurar!

Bem unidos, façamos, 
Nesta luta final. 
Uma terra sem amo, 
A Internacional!

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