terça-feira, 13 de setembro de 2011

UERJ: Na inauguração do bandejão estudantes foram agredidos por seguranças


Um dia que era para ser de alegria para todos os estudantes e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) revelou-se um dos mais tristes de sua história. Depois de uma demanda de mais de 40 anos e 4 anos de obra, o bandejão foi finalmente inaugurado na manhã de hoje (12/9).

A maioria dos alunos foi excluída da cerimônia, segundo informações colhidas pela Agência Petroleira de Notícias. Somente os estudantes filiados a partidos de direita que apoiavam o reitor Ricardo Vieiralves foram convidados a participar. Revoltados com esta atitude e com o preço do bandejão (R$3,00)- cujo valor é o dobro da tarifa cobrada pelas universidades federais - estudantes dos mais variados cursos se aglomeraram em frente ao estabelecimento para protestar.


O objetivo do ato era totalmente pacífico. Os estudantes respeitavam o cordão de isolamento formado pela administração da universidade e apenas cantavam músicas contra as políticas da faculdade. Do outro lado, o cerco dos estudantes era confrontado por servidores da universidade que foram coagidos a fazer a segurança do evento. Segundo um deles, os técnicos administrativos sofreriam sanções caso não participassem da inauguração do bandejão. Cada um dos funcionários recebeu um terno preto para manter a "aparência de um profissional esquema de segurança". Os estudantes exigiam o acesso ao bandejão que, afinal, fora construído em função da demanda dos alunos.

Às 13 horas da tarde, o cordão formado pelos servidores da Uerj, que faziam erroneamente o papel de seguranças, avançou sobre os alunos iniciando a confusão. Uma das meninas presentes no ato levou um chute no rosto e teve de ser levada ao hospital. Em entrevista à Agência Petroleira de Notícias, a estudante de história do 6o período Luciane Ribeiro relatou o drama vivido no meio da confusão:

"Levei chute nas costas, vários empurrões por aqueles que deveriam proteger os alunos, os seguranças da Uerj. Nos chamavam por palavras ofensivas, desrespeitando principalmente as meninas. Algumas levaram covardemente 'voadoras' pelas costas, pauladas. Um dos seguranças começou a bater nos alunos com um pedaço de ferro."

O reitor Ricardo Vieiralves afirmou que apenas uma comissão de alunos, de no máximo 6 alunos, poderia entrar no recinto para almoçar. Em 2009, durante o início de sua gestão, a reitoria foi invadida por alunos que exigiam melhores condições de estudo e infra-estrutura. Na ocasião, o 'guardacorpo' da passarela do 120 andar havia caído no pátio central da universidade semanas antes.


Fonte: Agência Petroleira de Notícias www.apn.org.br

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