quarta-feira, 3 de agosto de 2011

A velha e atual necessidade das organizações estudantis e os meios mais modernos de comunicação e mobilização

“A renovação do movimento faz-se pela juventude, livre de toda responsabilidade pelo passado.”(Trotsky).

Estudantes chilenos se beijaram em Valparaíso para pedir melhorias na educação. Foto: Opera Mundi 

As entidades estudantis, todos sabemos, são importantes ferramentas de mobilização da juventude por suas reivindicações, que vão do ensino à cultura, do lazer ao trabalho.

As uniões de estudantes, os DCEs, os centros acadêmicos ou grêmios estudantis, qualquer que seja o nome ou origem, podem e devem ser importantes centros de organização e mobilização, uma vez que a luta pelo ensino público e gratuito e de qualidade, por certo que se trata de elemento fundamental para a construção de uma nova sociedade, alicerçada nos valores do socialismo.


De outro modo, estas tradicionais organizações cada vez mais valer-se-ão de novos instrumentos de comunicação, que não substituem os velhos panfletos, mas que são dotados de extrema agilidade e universalidade, como veremos com os exemplos que se seguem.

Com mais de 200.000 visualizações no You Tube o vídeo intitulado “Construção”, paródia da música Oração da Banda Mais Bonita da Cidade, foi um exemplo de que manifestações podem ser feitas de diversas formas, e quando se trata da juventude a criatividade se torna um instrumento de luta. Os autores do vídeo foram os estudantes de Mídias Digitais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPB). A reivindicação: o término da construção de salas de aula que está atrasado há mais de um ano.

Outra manifestação que se utilizou de meios “alternativos” foi realizada por estudantes da Universidade da Região de Joinville (Univille). Dessa vez o principal instrumento foi o Twitter, utilizando a hashtag #issovaimudar para discutir os problemas das turmas de Design de Animação Digital e convocar o ato público que foi realizado da forma “tradicional”.

Fora do país, a vez foi dos estudantes do Chile que se utilizaram do “beijaço” para chamar a atenção das autoridades em defesa da educação. Apesar das diferenças na variedade da forma de como aconteceram os atos, as reivindicações em todos os lugares citados são as mesmas, a defesa da educação. Os meios para que esses estudantes possam conquistar as suas reivindicações ainda permanecem os mesmos utilizados historicamente pelo movimento estudantil, a construção de suas entidades de base.

A juventude é criativa, disposta, ágil. Organizar a luta estudantil e construir nossas entidades é uma tarefa imediata, uma tarefa aos jovens revolucionários que sabem que essa sociedade condenará os novos e os velhos ao caos e que é preciso construir os fundamentos para que as novas gerações tenham outro mundo, o mundo socialista.

Evandro Colzani
Militante da Juventude Marxista
 

Um comentário:

  1. Convenhamos, a modernidade andina é bem mais divertida. ...rsrsrsrs
    Flávio
    JM - RJ

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