terça-feira, 30 de agosto de 2011

Paralisações no Mundo do Esporte



Há dois anos vivíamos a pior crise financeira da história, onde várias empresas e bancos faliram. Porém, estamos em 2011 e ainda passamos pelo aperto da recessão. Isso ocorre porque a crise de 2008 não acabou de repente, conforme tentam passar os meios de comunicação. Ela iniciou naquele ano e retorna agora em 2011 com toda força, assolando a todos nós, inclusive o mundo do esporte, já que a maioria dos times e campeonatos são patrocinados por empresas.

O aperto traz consigo medidas, sendo os atletas os primeiros a sofrer com perdas de salários ou direitos contratuais. Porém, várias associações de jogadores e sindicatos de atletas se organizam em atos e greves reivindicando os seus direitos das associações de times, que são patrocinadas por grandes empresas, que patrocinam os seus eventos esportivos, ou pelos clubes que não efetuam o pagamento dos seus atletas.


A nuvem de problemas começou na NFL, a liga de futebol americano dos Estados Unidos, onde os jogadores pararam suas atividades durante quatro meses, encerrando sua greve em março passado. Ainda nos Estados Unidos, os jogadores da NBA, a Liga de Basquetebol Americano, entraram em greve em junho, estando paralisados até o presente momento. 

Os jogadores de futebol da série A de Itália e Espanha entraram em greve no início de agosto, paralisando o início da temporada em seus países. A situação na Espanha foi normalizada, porém na Itália os jogadores ainda estão paralisados por tempo indeterminado. Durante as movimentações nos dois países grandes estrelas como Iker Cassillas, Carles Puyol e Francesco Totti cruzaram os braços e apoiaram os movimentos.

Em todos os casos citados o motivo foi similar, o não cumprimento de contratos e o não pagamento de salários. Tendo o descumprimento realizado por grandes empresas que patrocinam as ligas e campeonatos, ou pelos presidentes dos clubes, que são geralmente grandes empresários, que visam não perder os seus lucros e atingem os atletas para assim conseguir. Porém os atletas, bem como todos os trabalhadores não se omitem, e partem para a luta.

As paralisações no mundo do esporte são mais um exemplo da força da classe trabalhadora. A organização é mais que necessária para derrubarmos a tirania da burguesia, que defende os seus lucros sem pensar nas conseqüências, assolando assim, a classe trabalhadora, que por sua vez não deve se deixar abater e assim como os atletas ir às ruas, defender os seus direitos e buscar uma sociedade mais justa, uma sociedade socialista.

Nicolas Marcos
Militante da Juventude Marxista, Joinville - SC

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