segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Baby Doc retorna ao Haiti

 Baby Doc. "fils de pute"

No dia 18 de janeiro, o jornal O Estado de São Paulo noticiou retorno ao Haiti do ex-ditador, Baby Doc.

Baby Doc chegou ao poder sucedendo seu pai. Ambos foram assassinos que enriqueceram e deixaram o povo na miséria. Foi assim que Baby Doc conseguiu o “reconhecimento pelo seu trabalho”. Ele foi um dos ditadores mais sanguinários da história do século XX.

O Haiti sempre foi um “mau exemplo” para o “mundo civilizado”, afinal, seu povo não aceitou ser escravizado. Para quem não sabe, o Haiti foi o primeiro país a se tornar livre da escravidão, em 1794. No Brasil, por exemplo, a abolição da escravatura foi só em 1888.


Depois desse “crime”, de não querer continuar sendo escravos. O povo haitiano viveu sobre a bota de algum exército. Hora francês, hora americano e, agora, brasileiro.

Agora, depois de enfrentar um terremoto, uma epidemia de cólera e eleições conturbadas, o povo haitiano recebe a visita de seu “campeão”. Sim, o reconhecido por mortes, repressão e assassinatos.

Nossos jornais, como sempre partidários da “democracia” e da “liberdade de imprensa*”, noticiam a chegada de Baby Doc como uma visita “normal”. Vejam como o Estado de São Paulo encerra a sua matéria:

"Quando ele (Baby Doc) estava no poder, o Haiti não sofria deste jeito’, disse Laurent Doulou, de 29 anos, que decidiu ir até o hotel ‘cumprimentar’ o ex-ditador. Doulou é o retrato de um Haiti muito diferente daquele deixado por Baby Doc em 1986. Com uma espectativa de vida baixa (68 anos) e uma alta taxa de natalidade (3 crianças por mulher), mais da metade dos haitianos não viveu sob o governo Baby Doc ou era criança quando ele fugiu para a França. ‘Mas todos sabem que o Haiti daquela época é muito melhor do que o de hoje".

Sim, com certeza o Haiti já esteve melhor no passado...

As mortes ocorriam somente por assassinato. Não havia terremoto nem cólera. Antigamente eram os franceses, ou ingleses ou americanos. Agora, tem os soldados, chefiados por aquele país pentacampeão, aquele do Pelé.

A nossa imprensa noticia o Haiti como noticia nossas favelas. Caos! Caos! Caos! O exército, assim como a polícia trazem sempre a “ordem”!

*fique claro, que a democracia deles é a democracia deles. E ninguém se mete!

João Diego.

2 comentários:

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