segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A Juventude Marxista (JM) em Santa Catarina

“A todo o momento sentimos as limitações do capitalismo, isto gera revolta e vontade revolucionária” (Johannes Halter – JM)





Publicamos uma entrevista com Johannes Halter, membro da Coordenação Nacional da Juventude Marxista. Johannes é estudante e tem 18 anos, mora em Joinville/SC e ali foi presidente do Grêmio Estudantil da Escola Presidente Médici.




Boletim Nacional da JM - Como a JM se organiza em Joinville, onde vocês fazem intervenção?
Johannes - Organizamo-nos em círculos secundaristas e universitários, que discutem e encaminham as intervenções que faremos nos grêmios, centros acadêmicos, diretórios acadêmicos, fábricas, movimentos sociais e sindicatos.


BNJM - Por que a Juventude Marxista luta pelo fim do capitalismo?
Johannes - O capitalismo oferece à maioria da juventude drogas, exploração, pobreza e morte. Nega a milhões o acesso ao ensino superior. Tenta enganar e dividir a juventude em raças. Dá como primeiro emprego muitas vezes o tráfico. Priva o acesso à cultura, educação e a arte. Nega um futuro de verdade para a juventude.


BNJM - Temos acompanhado que o sistema Acafe (universidades comunitárias em SC) passa por uma certa crise, qual a posição da JM?
Johannes - Sob a máscara de comunitário se entrega a educação na mão de oligarquias, que sugam o dinheiro do Estado e cobram altas mensalidades. É uma das maneiras encontradas para diminuir a pressão da população pobre, que quer estudar. Um caso gritante é a situação da Univille, em Joinville, universidade do sistema Acafe, com milhares de estudantes, que ameaça fechar as portas por dívidas e mais dívidas, que somam zeros crescentes. A crise do sistema Acafe é reflexo da privatização do ensino superior. Defendemos a FEDERALIZAÇÃO de todas as Instituições de Ensino Superior em crise ou que devem ao governo e universidades componentes da Acafe.


BNJM - A JM organizou o seu encontro nacional em SP. Esse tipo de atividade, que envolve mobilização nacional, tem um custo muito alto. Como vocês fizeram a arrecadação?
Johannes - Através de campanha financeira norteada pela independência financeira e política. Assim, vendemos camisetas próprias, rifamos livros e organizamos ‘livro ouro’ para apoiadores, simpatizantes e sindicatos. Discutimos nossas bandeiras e lutas com a juventude, com os trabalhadores, sindicalistas e parlamentares. Foi desta forma, comprometida com a luta da juventude e os trabalhadores, que realizamos nosso exitoso 13º Encontro Nacional da Juventude Marxista.


BNJM – Dê uma mensagem final aos leitores do Boletim Nacional da EM
Johannes - A todo o momento sentimos as limitações do capitalismo, isto gera revolta e vontade revolucionária. Mas a luta contra o capitalismo não é apenas emocional, é real. É preciso compreender o curso dos acontecimentos, como o caso do sistema Acafe, para conscientemente ajudar a juventude em sua luta contra essas limitações, para destroçá-las. Para se aliar com os demais explorados e fazer a revolução!

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