sábado, 4 de setembro de 2010

Ujes - Instrumento de luta dos estudantes!

“Acredito que o sistema capitalista não oferece um futuro digno para a juventude e a classe trabalhadora, por isso, a juventude explorada e os trabalhadores têm o dever de destruir esse malfeitor sistema”   
(Maico Paixão - JM)

Maico Paixão (presidente da Ujes) em atividade nas escolas

Maico Paixão é presidente da União Joinvilense dos Estudantes Secundaristas – Ujes e explica ao Boletim Nacional da JM como andam as lutas estudantis em Joinville. Maico é também presidente do Grêmio estudantil da escola Juracy Maria Brosig e militante da Juventude Marxista desde 2008.
Boletim Nacional da JM - Maico, qual a situação das escolas públicas em Joinville?
Maico - Temos algumas que ainda mantém um mínimo de qualidade que os estudantes necessitam, mas na maioria o que se encontra é um caos total: Buracos no meio da sala de aula, janelas quebradas, banheiros precários, rachaduras nas paredes, goteiras, falta de materiais, etc. Isto se mostra no número de escolas interditadas pela vigilância sanitária, que são seis. Estive visitando em meses passados algumas escolas que me causaram espanto, em especial uma no qual uma diretora comissionada pediu até a construção de um grêmio de luta.

BNJM - O que a Ujes tem feito para organizar os estudantes? A JM participa?
Maico - Através de seus militantes a Juventude Marxista participa ativamente desde 2007 na organização da Ujes. Depois de alguns anos a Ujes passou a adotar um papel de luta e voltou a ser referência dos estudantes na cidade. Este ano construímos o Comitê popular de luta do transporte coletivo, que unindo moradores, trabalhadores, estudantes, associações de moradores, sindicatos e grêmios estudantis conseguiu barrar o aumento das tarifas. A Ujes criou o projeto 'Ujes nas Escolas’ com objetivo construir e acompanhar os grêmios estudantis, que já formou três grêmios e encaminhou para depois do recesso escolar uma mobilização pela escola pública de qualidade.

BNJM - Qual a principal dificuldade que os jovens estudantes têm enfrentado?
Maico - São inúmeras. Desde o acesso até a manutenção do aprendizado. A escola pública não garante os materiais necessários para o ensino, como fotocópia, internet e até mesmo o uniforme, tendo os estudantes que arcar com esses custos. Outros problemas são os de estrutura, total precarização e descaso que sofre a escola pública.

BNJM - Porque a Ujes defende o Passe-Livre estudantil?
Maico - Milhares de estudantes diariamente utilizam o transporte coletivo, outros milhares caminham quilômetros para chegar à escola, isso tem feito muitos desistirem em meio ao ano. O passe-livre estudantil hoje é urgente para todos esses estudantes que desembolsam mensalmente cerca de R$ 150,00. Em 2002 as lutas pelo passe-livre estremeceram a cidade, com a palavra de ordem “Passe-livre já”, três mil estudantes reivindicaram esse direito que é garantido por lei.

BNJM - Maico, deixe um recado final
Maico - A Ujes continuará na sua luta diária pelo socialismo, pois todos os problemas aqui apresentados são frutos do sistema capitalista que explora dia-a-dia a juventude e os trabalhadores, sugando suas energias e não garantindo perspectiva de futuro.




Joinville, Julho de 2010.


Visite o blog da Ujes: http://ujesjlle.blogspot.com/

2 comentários:

  1. nosso apoio: www.movimentoestudantilcondado.blogspot.com

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  2. a politica no brasil está uma sujeira!

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