quarta-feira, 24 de março de 2010

Tercerização na USP

TRABALHADORES DE EMPRESAS TERCEIRIZADAS TÊM DIREITOS NEGADOS PELA EMPRESA E PELA REITORIA DA USP

BASTA DE TERCEIRIZAÇÃO!

Há mais de 3 meses os trabalhadores terceirizados da USP, contratados pela empresa Personal de vigilância, estão lutando para receber seus salários e garantir seus empregos. No dia 11 de janeiro eles organizaram uma paralisação como forma de pressionar a empresa e a USP e barrar os diversos ataques que vem sofrendo. A Reitoria da Universidade tem sido conivente com as precárias condições de trabalho e o não pagamento de direitos, que as empresas terceirizadas impõe aos trabalhadores e pouco tem feito para atender as reivindicações.


Aos trabalhadores terceirizados são impostas supressões de direitos trabalhistas, sendo sujeitos a condições precárias de trabalho, instabilidade de emprego, salário de fome, carga horária abusiva e constantes humilhações. Todos esses ataques aos seus direitos são para gerar redução de custos orçamentários. Os patrões - como parasitas que são - sugam os direitos dos trabalhadores para manter os seus lucros exorbitantes! A precarização dos direitos trabalhistas é um dos meios encontrados para “economizarem” dinheiro reduzindo os gastos públicos e favorecer os interesses privados (os donos das empresas prestadoras de serviço enriquecem com a subcontratação de mão-de-obra).

A política dos patrões é dividir para enfraquecer. A terceirização é um ataque a classe trabalhadora: diferenciando um trabalhador público de um terceirizado conseguem desestruturar a organização e a luta dos trabalhadores fazendo com que se organizem em sindicatos diferentes mesmo estando no mesmo local de trabalho, além de colocar constantemente essas diferenças em atrito para colocar uns contra os outros.

O SINTUSP - Sindicato dos trabalhadores da USP está sendo processado pela justiça burguesa por apoiar a organização dos terceirizados e se colocar ombro a ombro na luta não aceitando a divisão dos trabalhadores por contratações. A única divisão que existe é a divisão de classes. E por se colocar junto aos trabalhadores terceirizados contra os ataques dos patrões e SINTUSP está sendo multado.

Tudo isso por que, segundo a justiça burguesa, *cabe ao SIEMACO a organização e representação dos trabalhadores terceirizados contratados pela empresa Personal, mas o SIEMACO defende os interesses dos patrões, um instrumento que deveria ser de luta mas é usado contra os trabalhadores para permitir os ataques.

O movimento estudantil deve se colocar na luta junto aos trabalhadores terceirizados, defendendo a plataforma de reivindicações levantada por eles: pelo pagamento dos salários atrasados e garantia dos postos de trabalho. Para o tanto é preciso organizar manifestações que pressionem a Reitoria da USP, moções de apoio publicizando o fato, denunciando os desmandos das empresas e a conivência da USP e do ministério público do trabalho e avançar na luta pela contratação/efetivação dos funcionários terceirizados pela USP.

Ludmila Facella - estudante de Artes Cênicas/USP e militante da Esquerda Marxista em São Paulo
e-mail: ludfacella@hotmail.com

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