sexta-feira, 27 de fevereiro de 2004

Trabalhadores da Flakepet resistem para defender seu emprego

Trabalhadores da Flakepet, fábrica ocupada em Itapevi (Grande São Paulo), receberam, ontem (quinta-feira, dia 27) pela segunda vez, a visita de um Oficial de Justiça, que acompanhado da advogada do patrão Maurício Nogutte, chegou para executar a liminar de reintegração de posse da fábrica, concedida pela juíza substituta Carolina Conti Reed, do Fórum de Itapevi e mantida pela juíza titular.


Com o objetivo de continuar a luta em defesa dos 143 postos de trabalho, os operários e operárias da Flakepet continuam resistindo. “Aqui só tem trabalhador, procurem o senhor Maurício Nogutte, pois ele é o dono de muitas dívidas e não pagou nossos salários”, dizia uma operária.

Em menos de uma semana, os trabalhadores conquistaram várias vitórias, porém nada está garantido. Na última sexta-feira de Carnaval, a Eletropaulo esteve na fábrica para efetuar o corte de energia elétrica. Dez carros de polícia, com cerca de 50 policiais, acompanhavam a ação. Os trabalhadores passaram o dia protegendo o poste de energia e um contato com João Paulo Cunha (PT), presidente da Câmara Federal, ajudou abrir uma negociação com a Eletropaulo. A Flakepet tem uma dívida de R$ 502 mil com a Eletropaulo. Em reunião com a empresa fornecedora de energia, membros do Conselho de Fábrica da Flakepet, vereadores de Itapevi e região e lideranças sindicais negociaram a suspensão do corte de luz até o próximo dia 10 de março.

Uma reunião entre o Conselho de Fábrica da Flakepet e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) está marcada para o próximo dia 3, no Rio de Janeiro (RJ) com objetivo de discutir a situação da empresa que é devedora desse banco do governo em cerca de R$ 52 milhões.

A luta da Flakepet em defesa de postos de trabalho através da ocupação da fábrica não é isolada. A Cipla/Interfibra (Joinville, SC) e Flaskô (Sumaré, SP) também estão ocupadas pelos trabalhadores e sendo dirigidas por Conselhos de Fábricas eleitos em assembléia geral. As fábricas ocupadas estão ativas e mantém a produção.

A Cipla/Interfibra (Joinville, SC) e Flaskô (Sumaré, SP) lutam pela estatização como única forma duradoura de manutenção dos postos de trabalhos e dos direitos trabalhistas.

Os trabalhadores da Flakepet dirigem-se aos poderes públicos para que apresentem uma solução à grave situação em que se encontram. A luta desses trabalhadores tem tido o apoio dos vereadores do PT, da Central Única dos Trabalhadores - CUT, de sindicatos, lideranças políticas e da juventude. Os Conselhos das Fábricas Flakepet, Cipla/Interfibra e Flaskô pedem uma nova audiência com o Presidente Lula para o mês de abril.


Contatos com membros dos Conselhos de Fábricas:

Flakepet (Itapevi, SP): cel.: (11) 7127-6391

Flaskô (Sumaré, SP): tel.: (19) 3864-1106 e cel.: (19) 9119-3864

Assessoria de imprensa Flaskô: (19) 9107-3940
E-mail: cassiaeli@yahoo.com.br

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