sábado, 7 de fevereiro de 2004

Joinville/SC - A juventude em defesa de verdadeiros empregos na Cipla/Interfibra

Com a manifestação do companheiro Maciel, jovem universitário, na frente da empresa Cipla vestido de palhaço protestando pelo pagamento dos salários atrasados e outras reivindicações, começou a mobilização dos trabalhadores da Cipla/Interfibra em Joinville (SC).


Desde o começo, das assembléias de trabalhadores até as visitas à câmara de vereadores pedindo uma atitude das lideranças políticas frente a grave situação dos trabalhadores que já não conseguiam pagar as contas de água, luz, com os telefones cortados, com a falta de comida dependendo de doações de familiares a Juventude Revolução esteve junto dos operários que ali se organizavam pelo pagamento dos salários contra as esmolas de 20 e 30 reais que os patrões pagavam. Quando houve a decisão de greve, já que não havia outra forma que satisfizesse as reivindicações dos trabalhadores, a Juventude assumiu um importante papel, ajudando na arrecadação do contribuições para bancar os sete dias de greve, movimentando jovens estudantes para estarem nos portões da fábrica apoiando e incentivando os trabalhadores, inclusive nos enfrentamentos com a polícia, e acima de tudo, estando junto na organização dos trabalhadores para que a greve fosse vitoriosa.

Efetivar estagiários

Com a empresa tomada pelos trabalhadores, pudemos negociar e aprovar nossas reivindicações como jovens trabalhadores, como, por exemplo, exigindo da comissão de trabalhadores que dirige as empresas a efetivação de todos os estagiários. Reivindicação que foi atendida pelos trabalhadores, não em favor ao nosso esforço, mais pelo fato de que os interesses da classe trabalhadora não diferem dos nossos, pois somos jovens trabalhadores, filhos de trabalhadores. Muitos que estavam empregados como estagiários com o cargo de auxiliar já foram efetivados com salários compatíveis com suas devidas funções. A luta da Cipla/Interfibra com certeza nos possibilitará ampliar a luta por emprego de verdade, contra políticas como as do estagiário, aprendiz, primeiro emprego e tantas outras políticas aplicadas para explorar ainda mais a juventude.

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